
A Venezuela é o terceiro país com maior percentual de usuários de criptomoedas, atrás apenas da Rússia e da Ucrânia, segundo dados da ONU.
Um levantamento realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e apresentado durante a Conferência sobre Comércio e Desenvolvimento, indica que Venezuela é o terceiro país com maior número de usuários de Bitcoin e outras criptomoedas, atrás apenas da Rússia e da Ucrânia.
A pesquisa indica que um em cada dez venezuelanos possui criptomoedas, o que significa que cerca de 3 milhões de venezuelanos já teriam adotado o Bitcoin ou algum outro tipo de ativo digital no seu dia a dia.
Por outro lado, dados da ONU revelam que à frente do país latino-americano estão Rússia, com 12,7% de adoção entre a população, e Ucrânia, com 11,9%. Os dois países estão envolvidos numa guerra há meses, tanto militar como económica, o que fez com que ambas as nações tivessem que recorrer à criptografia para financiar as suas ações.
Atrás da Venezuela está Singapura, com 9,4% de adoção, Quénia com 8,5% e Estados Unidos onde 8,3% dos residentes têm algum tipo de exposição a criptomoedas. Chama a atenção que o Brasil, o país com maior população da América Latina, não esteja entre as primeiras posições.
Por outro lado, Espanha Não está nem entre os 20 principais países para adoção, onde podemos encontrar nações como o Reino Unido ou Perú.
O relatório também detalha que os países que enfrentam a desvalorização de suas moedas e o aumento da inflação são os mais propensos a adotar criptomoedas, uma vez que as pessoas percebem os ativos digitais como um meios de poupança e proteção contra a inflação.
O relatório também observa que o As criptomoedas são um meio rápido, seguro e barato de enviar remessas. Durante a pandemia da COVID-19, o preço das comissões de envio de remessas, que sempre foi elevado, disparou, tornando as criptomoedas uma alternativa muito atrativa para aquelas pessoas que precisavam enviar grandes quantias de dinheiro para os seus países de origem.
Finalmente, o relatório da ONU conclui que as nações de todo o mundo devem trabalhar em conjunto para criar um quadro para regulamentos para o mercado de criptomoedas. A ONU também aconselha os países a proibirem os bancos comerciais tradicionais de negociarem criptomoedas, pois podem representar um risco para a soberania monetária das nações.
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