
No último programa do podcast ‘Las Voces de Satoshi’, o consultor fiscal especialista em criptomoedas Jesús Lorente, da Seico Asesores, esclareceu muitas dúvidas sobre declaração de imposto de renda e criptomoedas. Tenho que declarar minhas criptomoedas? O que exatamente devo declarar?
Pois bem, pelo que temos em carteira, “devemos declarar os benefícios obtidos com a venda de criptomoedas: staking, produção agrícola ou qualquer tipo de retorno”.
“Quem detém apenas participações não precisa declarar nada no Imposto de Renda”, então se simplesmente tivermos vários tokens em nossa carteira, e nesse momento não estivermos obtendo nenhum ganho de capital, podemos ficar tranquilos.
Por outro lado, no caso de “a venda por moeda fiduciária ou troca por outra criptomoeda ser tributada em ambos os casos, o Tesouro deixou bem claro”, explicou.
Ou seja, “a Lei do Rendimento diz que há ganho de capital se houver duas coisas: uma alteração na composição dos seus ativos (de satoshis para ethers, por exemplo) e a avaliação (investir 200 euros e agora tem um valor de 1000)“.
Descentralização: vantagens e desvantagens
A descentralização tem muitas vantagens e é uma parte fundamental desta indústria, mas também implica que, como não existem intermediários, são os próprios utilizadores que devem cuidar das tarefas de gestão com o Tesouro.
Portanto, Jesús afirmou que “temos que ser os usuários que geram essa informação, entregá-la ao Tesouro e depois defendê-la”.
A descentralização implica que “somos o nosso próprio banco, o nosso próprio corretor e o nosso próprio consultor fiscal, no qual devemos gerar, para cada um, o seu certificado, assumindo e responsabilizando-nos pelo que devemos declarar e pelo que não devemos”.
Requisitos de informação do Tesouro
O que pode acontecer se um usuário não declarar esse ganho de capital obtido com criptomoedas?
A resposta a esta questão dependerá de vários factores, mas sobretudo dos valores em que se movimenta: quanto maiores forem, mais interesse suscitarão na Agência Tributária. Na verdade, Lorente afirmou que “para grandes quantidades, Hacienda, até entrou em contato com a bolsa de origem para confirmar que é real.”
“Mais do que fiscalizações, quase tudo são requisitos de informação, um instrumento do Tesouro para rever os dados e se alguma coisa não bater, proceder à fiscalização”, afirmou.
Neles, o que vão pedir é: “CSV, relatório fiscal e comprovante de origem do criptoativo, algo muito importante, pois querem ter certeza de que a origem é real”.
“Caso nos fosse feita essa solicitação”, continuou o especialista, “teríamos que preencher a Declaração de Imposto de Renda complementar e apresentá-la tardiamente. Além de pagar uma pequena sobretaxa, de até 20% do que você não pagou.”
E se isso não for feito? “Se não atendermos ao pedido, seria feita uma fiscalização que implicaria no pagamento de multa de até 50% ou até mais. Principalmente em casos de valores maiores e de não colaboração.”
Segundo Lorente, “se, como gerente de contabilidade de uma empresa, você precisa de ajuda com a declaração criptográfica da empresa, o melhor é entrar em contato com especialistas no assunto, já que as empresas, diferentemente das pessoas, devem declarar cada um dos movimentos criptográficos”.


