A SWIFT, uma sociedade internacional para comunicações financeiras entre bancos e outras organizações, garante que as criptomoedas não sejam amplamente utilizadas para lavagem de dinheiro ou outras atividades ilícitas. 

Na sua denunciar, SWIFT (Sociedade para Telecomunicações Financeiras Interbancárias Internacionais) afirma que os casos de lavagem de dinheiro através criptomoedas e os ativos digitais continuam a ser significativamente mais baixos em comparação com os casos que envolvem dinheiro. Segundo a organização, a moeda fiduciária continua a ser a preferida dos criminosos de lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros, ponto de vista compartilhado Chainalysis, uma empresa de inteligência blockchain que publicou vários relatórios investigativos sobre o assunto.

A organização financeira conduziu uma investigação com foco em estudar como os criminosos extraem e “limpam” dinheiro após cometerem um crime financeiro. Para isso, a SWIFT contou com o apoio da empresa BAE Systems, que participou da pesquisa e redação deste relatório. Graças a esta colaboração, ambas as empresas conseguiram determinar que uma das principais técnicas, e a preferida pela maioria dos cibercriminosos, para extrair fundos após um ataque bem-sucedido é dinheiro fiduciário. A SWIFT está, portanto, focada no desenvolvimento de novos controlos de cibersegurança para minimizar a incidência destes crimes financeiros. 

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Métodos comuns de lavagem de dinheiro 

Sendo a SWIFT a organização responsável pelas comunicações entre bancos e instituições financeiras em todo o mundo, que realizam milhões de transações por dia, a organização estabeleceu como objetivo saber o que acontece ao dinheiro roubado após um ataque bem-sucedido de um cibercriminoso. Para determinar o destino dos fundos roubados, a SWIFT considera essencial saber quais os métodos e técnicas mais utilizados para extrair e “limpar” o dinheiro que os cibercriminosos utilizam, evitando que a origem e o destino desses fundos sejam rastreados. 

Neste sentido, a organização afirma que embora os bancos comerciais não sejam um alvo fácil para estes crimes financeiros, são os mais procurados porque podem facilitar o acesso direto à informação, aos dados e aos fundos armazenados. Segundo a investigação, os cibercriminosos utilizam dinheiro para extrair capitais ilegais, além de empresas e empresas de fachada que servem para ocultar a origem e o destino desses fundos. 

Para compreender este processo, a SWIFT esclarece que se considera lavagem de dinheiro quando duas ou mais pessoas, ou organizações, interagem entre si para trocar dinheiro, a fim de ofuscar sua origem, propriedade e posterior destino, e integrá-lo ao sistema financeiro tradicional como dinheiro “limpo”. 

Criptomoedas e lavagem de dinheiro

Em relação ao uso de criptomoedas em atividades de lavagem de dinheiro, a organização afirma que os casos identificados com ativos digitais permanecem relativamente pequenos em comparação com os volumes de dinheiro lavado através dos métodos tradicionais mencionados acima. Porém, a SWIFT destaca que há casos em que cibercriminosos transformam dinheiro roubado em criptomoedas para tentar ofuscar sua origem e utilizá-lo com mais liberdade. 

Da mesma forma, embora a participação das criptomoedas em casos de lavagem de dinheiro seja atualmente bastante baixa, a SWIFT esclarece que as características de diversas criptomoedas presentes no mercado podem ser atrativas para os cibercriminosos.

“O grande número de criptomoedas que oferecem maior anonimato, bem como serviços como misturadores que ajudam a ofuscar a origem dos fundos misturando-os com outros fundos de criptomoedas, podem aumentar a atratividade das criptomoedas para esses fins.” 

Com suas declarações, a SWIFT pode dar ênfase especial às criptomoedas com foco na privacidade, como Monero (XMR) y Dash (DASH), serviços criptográficos como carteiras De privacidade, Carteira Wasabi y Samourai Wallete misturadores de criptomoedas como CoinJoin

Estratégias de segurança

Para minimizar a incidência de crimes financeiros, a SWIFT pretende desenvolver novas ferramentas cibernéticas que melhorem a troca de informações e evitem o roubo de dinheiro mesmo quando um ataque cibernético é realizado com sucesso. A empresa está desenvolvendo um programa de segurança para clientes e usuários (CSP), com o qual procura fornecer as ferramentas e informações necessárias para estabelecer um quadro com controlos autênticos que minimizem a ocorrência de crimes financeiros, especialmente o branqueamento de capitais. 

Por fim, o relatório indica que não contempla a destinação de dinheiro roubado fisicamente ou outras formas de crime, como ataques a caixas eletrônicos, clonagem de cartões bancários, roubo de identidade, entre outros. 

Sobre SWIFT

La Sociedade para Telecomunicações Financeiras Interbancárias Internacionais (SWIFT) é uma organização internacional que liga as comunicações de milhares de entidades financeiras e bancárias em mais de 204 países ao redor do mundo. Esta organização funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana continuamente para garantir a transmissão de milhares de milhões de ordens de pagamento que são feitas diariamente. 

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