
O ecossistema de pagamentos com criptomoedas na América Latina enfrenta um desafio estrutural que pode redefinir seu futuro próximo. Um novo relatório indica que a liquidez de stablecoins no atacado na região depende de um grupo muito pequeno de provedores, o que pode criar gargalos significativos caso algum desses participantes perca o acesso aos serviços bancários.
Um mercado concentrado em poucos especialistas
Uma análise detalhada do ecossistema cripto latino-americano revela uma clara assimetria entre os serviços oferecidos aos usuários finais e a infraestrutura que os suporta. De acordo com um estudo recente com 494 empresas do setor, apenas 16 delas se concentram principalmente em fornecer liquidez no atacado entre stablecoins e moedas fiduciárias, além de gestão de tesouraria e gateways de pagamento internacionais.
Essa alta concentração significa que as plataformas de varejo dependem fortemente das mesmas entidades bancárias para liquidar transações em moeda local, tornando o setor vulnerável a mudanças regulatórias ou fechamentos imprevistos de contas bancárias institucionais.
Para garantir um crescimento sustentável e resiliente, o setor de stablecoins na América Latina precisa diversificar suas fontes de liquidez e fortalecer parcerias bancárias que reduzam a dependência de um pequeno número de intermediários-chave.
O investimento em criptoativos não é totalmente regulamentado, pode não ser adequado para investidores de varejo devido à alta volatilidade e há risco de perder todos os valores investidos.
Foram utilizadas ferramentas generativas de inteligência artificial para criar este artigo.


