Plataformas NFT crescem na China apesar da oposição do governo

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As plataformas de recolha digital multiplicaram-se por cinco na China nos últimos meses, apesar dos avisos do governo.

Há já alguns meses que a China mantém uma postura anti-criptomoeda. O gigante asiático baniu mineração de criptomoedas em todo o território nacional, causando uma grande queda na taxa de hash do Bitcoin em todo o mundo. Contudo, até agora, não foi contra NFTs, chegando ao ponto de criar seu próprio blockchain para desenvolver seu próprio tipo de token não fungível. 

Por outro lado, o governo chinês pediu aos seus cidadãos que tivessem muito cuidado e aconselha-os não negociar qualquer forma de ativo digital, seja criptomoeda ou NFT.

Embora em 2021, a China Proibiu totalmente o uso e posse de criptomoedas no país, embora não disse nada sobre NFTs. Na verdade, há mais de 500 plataformas que oferecem tokens não fungíveis e serviços de negociação de colecionáveis ​​digitais. Se tivermos em conta que em Fevereiro existiam apenas 100 destas plataformas, o seu número multiplicou-se por cinco em apenas alguns meses.

O governo chinês alertou a população sobre isso Crescimento “imprudente” deste tipo de plataformas, garantindo que muitos deles, nomeadamente os mercados secundários, funcionam como um esquema especulativo, o que pode ser prejudicial aos investidores.

O relatório, publicado pelo governo chinês, garante que muitos colecionáveis ​​que circulam nos mercados secundários são “baixa qualidade”, então essas plataformas podem entrar em colapso rapidamente se em algum momento houver regulamentação contra este tipo de ativos digitais. 

Na China, devido à falta de supervisão regulatória, plataformas e usuários entraram no mundo da coleta digital com pés de chumbo. O WeChat, principal plataforma de mensagens do país, baniu diversas contas relacionadas à coleta digital. A Tencent, empresa responsável pelo WeChat, explicou que só permitirá que esses itens colecionáveis ​​sejam exibidos como presentes digitais ou artes digitais.

Após o alerta do governo chinês sobre a compra de colecionáveis ​​digitais para fins especulativos, muitos gigantes da tecnologia evitam usar diretamente a palavra “NFT” ao falar sobre esses ativos. 

Por exemplo, Tencent e Ant Group classificam seus NFTs como “colecionáveis ​​digitais” e ambos usam blockchains privados, e são Eles são cotados apenas em yuans, a moeda com curso legal do país.

Por outro lado, a China lançou seu próprio blockchain, chamado Rede de serviços baseada em Blockchain (BSN), no qual pretende desenvolver uma série de projetos relacionados com tokens não fungíveis, que terão um papel importante na sociedade chinesa.

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