
Hong Kong está progredindo na regulamentação de ativos digitais. A cidade deu um passo decisivo para liderar a nova economia digital na Ásia.
Após meses de consultas e preparativos legislativos, a Autoridade Monetária de Hong Kong (HKMA) iniciou oficialmente a Receber pedidos de licença para emissores de stablecoins. Essa medida, promovida pela nova Portaria sobre Stablecoins, marca um ponto de virada na região, que busca se posicionar como o centro de ativos virtuais mais robusto do mundo.
Segundo o secretário de Finanças, Christopher Hui, o objetivo é proporcionar uma clareza regulatória sem precedentes em um dos setores de crescimento mais rápido da história financeira.
Com essa medida, Hong Kong não apenas abre as portas para a inovação em tecnologia blockchain, mas também estabelece um filtro de segurança para proteger os investidores, exigindo que todas as stablecoins lastreadas em moeda fiduciária atendam a padrões rigorosos de reserva e transparência.
Operar stablecoins regulamentadas na Bit2MeOs pilares do novo plano de criptomoedas de Hong Kong
Hui afirmou que o Departamento de Serviços Financeiros e do Tesouro, juntamente com a Comissão de Valores Mobiliários de Hong Kong, planeja apresentar um projeto de lei para regulamentar os provedores que oferecem consultoria sobre criptoativos. explicouAmbas as organizações estão realizando consultas públicas após a publicação de um documento sobre ativos digitais, divulgado em dezembro passado.
A autoridade enfatizou que Hong Kong permanece firme em seu compromisso de fomentar o desenvolvimento do ecossistema de ativos digitais sob uma abordagem responsável que incentive a inovação sem comprometer a estabilidade monetária do país. Nesse sentido, as autoridades introduziram um novo marco regulatório que exige... Licença obrigatória para todas as empresas emissoras de stablecoins. lastreado em moedas fiduciárias. A medida busca garantir maior transparência nas reservas e assegurar que cada emissão esteja em conformidade com padrões financeiros verificáveis.
Segundo a Autoridade Monetária de Hong Kong (HKMA), cada pedido será cuidadosamente avaliado para verificar a solidez operacional e financeira dos emissores. Além disso, as empresas serão obrigadas a manter registros contábeis transparentes e sistemas de custódia seguros para proteger os fundos dos usuários. Com essas medidas, o órgão regulador visa fortalecer a confiança do público e dos investidores no uso de stablecoins dentro do ecossistema digital.
Em paralelo, o governo regional está trabalhando em um arcabouço regulatório mais amplo que abrangerá regras para plataformas de negociação de ativos, serviços de custódia e gestão de ativos digitais. A proposta deverá chegar ao Conselho Legislativo ainda este ano. Com essa iniciativa, Hong Kong busca acompanhar outras jurisdições, como a União Europeia, que fez progressos notáveis com suas próprias regulamentações. Regulamentação MiCAou em Singapura, onde a Autoridade Monetária estabeleceu requisitos específicos para emissores de stablecoins.
Em conjunto, este conjunto de medidas reforça a intenção de Hong Kong de se consolidar como um dos principais centros financeiros e tecnológicos da Ásia, apostando num ambiente regulamentado, transparente e seguro que atraia projetos institucionais de blockchain e promova a tokenização responsável de ativos financeiros.
Negociação de criptomoedas sob a MiCA: entre aquiHong Kong adota o padrão tributário global da CARF.
O governo também confirmou que implementará o Quadro de Relatórios de Criptoativos da OCDE (CARF), um sistema concebido para facilitar a troca automática de informações fiscais sobre transações com criptomoedas entre países. A implementação desse mecanismo está prevista para 2028 e representará um passo significativo rumo a uma maior transparência no setor financeiro internacional.
Com essa medida, a região avança no monitoramento das movimentações transfronteiriças de ativos digitais e se alinha aos padrões internacionais de conformidade tributária. A iniciativa também fortalece a confiança das instituições financeiras e apoia o desenvolvimento de um sistema econômico mais seguro, onde as transações digitais podem ser verificadas pelas autoridades quando necessário.
Por outro lado, Hui afirmou que a estratégia regulatória não visa limitar a inovação tecnológica. O objetivo, explicou ele, Trata-se de criar um ambiente equilibrado no qual o setor de fintech possa continuar a crescer de forma responsável.Dessa forma, Hong Kong busca manter sua posição competitiva nos mercados globais, ao mesmo tempo que promove a adoção de novas tecnologias sob regras claras e estáveis.
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Com a implementação da nova Lei das Stablecoins e o início do processo de licenciamento pela Autoridade Monetária de Hong Kong, a cidade consolida seu papel como uma autoridade líder em regulamentação de criptomoedas na Ásia. A medida visa estabelecer uma base sólida para um mercado de ativos digitais mais seguro e confiável, alinhado aos padrões internacionais.
Na prática, essa nova estrutura regula a emissão e o uso de stablecoins, cujo valor está atrelado a moedas fiduciárias como o dólar, e incentiva a criação de projetos focados em transparência, custódia segura e desenvolvimento de soluções de finanças descentralizadas (DeFi) sob supervisão institucional.
Em última análise, esta nova abordagem não só aumenta a confiança dos investidores, como também preenche a lacuna entre o sistema financeiro tradicional e a tecnologia blockchain. Como resultado, Hong Kong está se tornando um líder regional, demonstrando que inovação e regulamentação podem avançar juntas. A cidade está, assim, consolidando seu papel no ecossistema global de criptomoedas como um exemplo de equilíbrio entre progresso tecnológico e controle financeiro responsável.
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