Franklin Templeton lança novo fundo tokenizado na Stellar, democratizando investimentos com blockchain

Franklin Templeton lança novo fundo tokenizado na Stellar, democratizando investimentos com blockchain

A Franklin Templeton lançou o Franklin OnChain US Government Money Fund em Luxemburgo, um fundo tokenizado disponível na rede Stellar. A iniciativa busca melhorar a transparência e a segurança dos fundos de investimento tradicionais, além de permitir a compra de cotas fracionadas para atrair mais investidores.

O novo fundo de mercado monetário tokenizado da Franklin Templeton, registrado em Luxemburgo e operado na blockchain Stellar, é uma extensão europeia de seu equivalente americano FOBXX, lançado em 2021.

O fundo investe em títulos do governo dos EUA e usa tecnologia blockchain para registrar transações e propriedade de ações, representadas como tokens digitais. 

Ao lançar este fundo, a empresa busca resolver desafios históricos do setor, como lentidão nas liquidações e opacidade nos registros, ao mesmo tempo em que oferece aos investidores institucionais acesso a ações fracionadas. A mudança ocorre no momento em que Luxemburgo ajusta sua estrutura legal para ativos digitais, posicionando-se como um centro financeiro na Europa.

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Uma ponte entre finanças tradicionais e blockchain

O novo fundo tokenizado da Franklin Templeton replica o modelo FOBXX, que acumulou US$ 2021 milhões em ativos sob gestão desde 594. No entanto, seu registro em Luxemburgo o torna o primeiro produto UCITS SICAV – um padrão europeu para fundos de investimento – a ser totalmente tokenizado naquela jurisdição. De acordo com documentos regulatórios, o fundo estará inicialmente disponível para investidores institucionais em oito países: França, Alemanha, Áustria, Itália, Holanda, Espanha, Suíça e Liechtenstein.

A arquitetura do fundo usa o blockchain Stellar, escolhido por sua capacidade de processar transações em menos de cinco segundos com custos inferiores a US$ 0,01. Diferentemente dos fundos tradicionais, onde os registros de titularidade são atualizados diariamente, essa tecnologia permite que os movimentos sejam verificados em tempo real. 

Roger Bayston, chefe de ativos digitais da Franklin Templeton, tem proeminente que a integração com a tecnologia blockchain elimina a necessidade de intermediários, como câmaras de compensação, reduzindo erros e atrasos. Por outro lado, ele destacou que o fundo faz parte de uma estratégia mais ampla da gestora de ativos para expandir sua oferta de produtos tokenizados. Em fevereiro de 2025, sua versão americana se expandiu para redes como Solana y Ethereum, alcançando um rendimento anual de 4,55%.

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Franklin Templeton oferece transparência e fracionamento graças ao blockchain

Além de acelerar as transações, Franklin Templeton destaca que a tokenização na blockchain garante uma registro imutável e verificável de cada operação. Cada participação é emitida como um token, equivalente a uma ação do fundo, e os investidores podem rastrear seu histórico no Stellar usando ferramentas como navegadores ou exploradores de blocos. A transparência oferecida pela tecnologia blockchain contrasta fortemente com os sistemas centralizados, onde erros de reconciliação entre custodiantes e emissores têm sido um problema recorrente.

Mas talvez a inovação mais disruptiva da implementação desta tecnologia em fundos monetários seja a possibilidade de adquirir frações de ações. Enquanto os fundos tradicionais do mercado monetário normalmente exigem investimentos mínimos de milhares de dólares, este produto tokenizado permite que você compre tokens com valores nominais inferiores a US$ 1. Para analistas e especialistas de mercado, isso democratiza o acesso a instrumentos antes reservados a grandes instituições. 

Além disso, Luxemburgo, com sua regulamentação proativa de fundos de investimento, oferece vantagens fiscais que podem atrair empresas familiares e ativos individuais.

Um laboratório para tokenização na Europa

O lançamento deste novo fundo do mercado monetário tokenizado coincide com as reformas legais que Luxemburgo está implementando para facilitar o acesso aos ativos digitais. Em 2024, o país atualizou sua lei de mercados financeiros, reconhecendo os tokens como uma forma legítima de representar ativos. Este regulamento permite que gestores de ativos como a Franklin Templeton operem sob a supervisão da Comissão de Supervisão do Setor Financeiro (CSSF) sem exigir licenças adicionais.

Essa estrutura legal também se mostrou atraente para empresas que buscam escalar produtos de blockchain. Em 2023, a BBVA Asset Management realizou um piloto semelhante, enquanto startups como a Spiko já oferecem fundos UCITS tokenizados para varejistas. 

Apesar de suas vantagens, alguns reguladores europeus continuam céticos. Por exemplo, o Banco Central Europeu alertou sobre os riscos financeiros dos ativos tokenizados, ao mesmo tempo em que apoiou seu potencial para otimizar os mercados.

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Rumo à integração do blockchain nas finanças tradicionais 

O Franklin OnChain US Government Money Fund marca mais um passo na integração da tecnologia blockchain nas finanças tradicionais. Ao combinar a segurança dos títulos do governo com a eficiência do Stellar, a Franklin Templeton não está apenas modernizando a gestão de fundos, mas explorando novos modelos para diminuir as barreiras de entrada neste mercado.

Finalmente, Luxemburgo, com sua abordagem inovadora, está se estabelecendo como um terreno fértil para tais projetos. Embora os desafios regulatórios e operacionais persistam, a tokenização de ativos do mundo real (RWA) continua ganhando força. De acordo com o Security Token Market, esse mercado pode ultrapassar US$ 30 trilhões até 2030, sugerindo um futuro em que fundos como o da Franklin Templeton podem se tornar a norma, e não a exceção.

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O investimento em criptoativos não é totalmente regulamentado, pode não ser adequado para investidores de varejo devido à alta volatilidade e há risco de perder todos os valores investidos.