ChainSwap, um protocolo descentralizado para servir como ponte de conexão entre Ethereum e o BSC, foi vítima de uma exploração de segurança, que custou à plataforma US$ 8 milhões.
No Twitter, o desenvolvedor blockchain conhecido como n30, informou que o protocolo de finanças descentralizadas (DeFi) Troca de corrente, sofreu uma exploração no fim de semana. Segundo relatos, um invasor manipulou o protocolo para assumir o controle do contrato ChainSwap e assim poder extrair valor dele. O ataque afetou outros protocolos DeFi que usavam ChainSwap como ponte para interagir entre as cadeias BSC e Ethereum.
n30, que é desenvolvedor do Wilder World, indica que o hacker conseguiu cunhar e extrair 20 milhões de tokens WILD por meio da vulnerabilidade explorada no ChainSwap.
No Twitter, n30 explicou que o invasor executou 40 transações para cunhar 500.000 tokens WILD cada, que ele então vendeu por 652,4 tokens WBNB, avaliados em cerca de US$ 207.216 no momento do ataque. Segundo ele explica, isso resultou na extração de quase toda a liquidez disponível no pool WILD/BNB.
Outros protocolos afetados na exploração do ChainSwap foram Antimatter, Optionroom, Umbrellabank, Nord, Razor, Peri, Unidos, Oro, Vortex, Blank e Unifarm. Estes, como Wilder World, usaram ChainSwap para interagir no ecossistema DeFi e realizar trocas de tokens em DEXs como PancakeSwap.
No momento em que este artigo foi escrito, Wilder World relatou que o protocolo é seguro para uso na exchange descentralizada Uniswap. Por sua vez, alerta os usuários para não interagirem com o protocolo do BSC ou PancakeSwap.
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ChainSwap perde US$ 8 milhões em hack
A exploração de segurança deixou o ChainSwap com US$ 8 milhões a menos em seus balanços. A equipe de desenvolvimento confirmou o ataque via Twitter, informando aos usuários que o uso do protocolo não é seguro. No momento da exploração, os desenvolvedores alertaram que o hack afetou diretamente o protocolo, então decidiram retirar temporariamente a liquidez para minimizar as perdas. Devido a esta ação, muitos usuários não poderão ver seus saldos reais em suas contas, que serão mostrados em $0 dólares.
Porém, à época desta edição, já relataram em outro tweet que os saldos foram restabelecidos; embora as funções de retirada e entrega ainda estejam desativadas.
Este ataque mostra que as finanças descentralizadas ainda estão na mira de quem procura dinheiro fácil; portanto, o DeFi ainda está longe de ser um lugar seguro para investidores menos imprudentes.
2 explorações em menos de 15 dias
Por outro lado, o ChainSwap sofre sua segunda exploração poucos dias depois de ser vítima de outro hack que lhe tirou US$ 800.000. No dia 2 de julho, uma vulnerabilidade presente no código deste protocolo permitiu que um invasor extraísse parte de sua liquidez. Porém, a resposta dos desenvolvedores foi rápida, então eles conseguiram bloquear os endereços dos hackers e negociar com eles a recuperação dos fundos. O projeto emitiu um denunciar indicando que os tokens roubados dos usuários afetados seriam devolvidos. Ele também informou sobre um plano de remuneração e bônus que seria lançado nos próximos dias.
Os desenvolvedores garantiram que contratarão diversas empresas de auditoria para verificar e proteger o protocolo, para garantir o seu desenvolvimento. Além disso, eles estão se preparando para o lançamento do ChainSwap V2 nos próximos meses.
Até o momento, CoinGecko mostra que ASAP, o token nativo do protocolo ChainSwap, está sendo negociado a um valor de EUA dollar 0,20 por unidade, o que representa uma recuperação incrível de 7.000% após sua queda para US$ 0,0035 no dia da exploração.
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