
A maior rede oracle no ecossistema blockchain, Chainlink, e uma das maiores empresas de telecomunicações do mundo, a Telefónica, firmaram uma parceria para melhorar a conectividade na Web3 e mitigar os riscos de falsificação de cartão SIM, uma fraude conhecida como troca de SIM.
O acordo alcançado entre os dois projetos busca reforçar a segurança no ecossistema Web3, introduzindo as capacidades das empresas de telecomunicações no mundo do blockchain.
A Telefónica, que é atualmente a maior empresa de telecomunicações da Espanha, indicada em um Comunicado que aproveitará as vantagens oferecidas pela solução de conectividade Web3, Chainlink Functions, para conectar qualquer API Open Gateway da Telefónica GSMA, de forma segura, à Polygon Network.
GSMA Open Gateway é uma estrutura comum que permite aos desenvolvedores acessar informações e dados de redes móveis em tempo real, para facilitar a criação de aplicativos e outras soluções digitais.
Ao se integrarem à rede oracle on-chain da Chainlink, essas APIs padronizadas trarão as capacidades pioneiras da indústria de telecomunicações para o ecossistema Web3, de acordo com a Telefónica.
Conectividade e segurança no Web3
A iniciativa pioneira da Chainlink e da Telefónica será implementada, inicialmente, pela operadora Claro, que pertence à empresa de telecomunicações, no Brasil.
Segundo a empresa, a integração das Chainlink Functions e das APIs GSMA Open Gateway não ajudará apenas a reforçar a segurança, em geral, nas operações no espaço Web3. Especificamente, essas APIs introduzirão uma camada adicional de segurança ao ecossistema blockchain, permitindo que contratos inteligentes na cadeia funcionem solicitações de informações às APIs, com o objetivo de verifique e certifique-se de que os cartões SIM não foram modificados. Com isso, a empresa quer ajudar a reforçar a segurança do ecossistema Web3, minimizando os riscos de falsificação de SIM.
A duplicação ou troca de SIM é um ataque de engenharia social que está se tornando popular no ambiente Web3. Na verdade, em setembro do ano passado, Vitalik Buterin, cofundador da Ethereum, foi vítima desta fraude.
A conta de Buterin na plataforma X (antigo Twitter) foi hackeada devido a um ataque de troca de SIM. Na rede social descentralizada Farcaster, Buterin confirmou que sua conta no X foi comprometida depois que um hacker conseguiu assumir o controle de seu número de telefone.
Durante o hack, o golpista postou uma promoção NFT falsa da conta oficial de Buterin, na qual, infelizmente, vários usuários foram enganados. Por este motivo, através da utilização da API GSMA Open Gateway, a Chainlink e a Telefónica concentram-se em garantir a segurança das transações no mundo das finanças descentralizadas (DeFi) e das aplicações descentralizadas, abordando a autenticação de dois fatores (2FA) e a deteção de fraudes.
Novos casos de uso para a indústria blockchain
Além de oferecer maior nível de segurança, Johann Eid, diretor comercial da Chainlink Labs, destacou que a integração do projeto blockchain com a Telefónica abrirá as portas para novos casos de uso para a indústria de criptografia. De acordo com Eid, isto acabará por contribuir também para proteger melhor os utilizadores e os seus ativos digitais.
Por outro lado, Yaiza Rubio, Chief Metaverse Officer da Telefónica, afirmou que o recente acordo alcançado com a Chainlink reforça a posição de liderança da Telefónica na indústria Web3. “Isso nos posiciona como facilitadores da Web3 e nos permitirá acompanhar os desenvolvedores rumo à web do futuro”, comentou Rubio.
Além da aliança com a Telefónica, em setembro de 2023, a Chainlink juntou-se à Vodafone, outra importante prestadora de serviços de telecomunicações na Europa. Esse associação busca melhorar a troca de documentos comerciais, facilitando uma comunicação mais fluida e segura entre empresas e plataformas através da tecnologia blockchain.
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Imagem principal da Telefónica


