
Os pagamentos com Bitcoin e criptomoedas tornaram-se um diferencial para os principais negócios e lojas da Colômbia.
Os pagamentos com criptomoedas oferecem uma vantagem competitiva para lojas e empresas, principalmente porque lhes permitem proporcionar uma experiência de pagamento nova e inovadora, ao mesmo tempo que facilitam aos utilizadores e consumidores o gasto diário dos seus ativos criptográficos.
Segundo dados revelados pela Direção Nacional de Impostos e Alfândegas da Colômbia (DIAN), os pagamentos com Bitcoin e outras criptomoedas no país cresceram significativamente no ano passado, junto com a base de usuários que utilizam esses ativos digitais para pagar seus produtos e serviços.
Atualmente, Existem 680 lojas e negócios que aceitam pagamentos com criptoativos no país, segundo dados da DIAN. A maioria das empresas que aceitam Bitcoin e outras criptomoedas como meio de pagamento estão localizadas nas principais cidades colombianas, como Bogotá e Medellín.
Segundo a DIAN, só em Bogotá, os colombianos têm a opção de pagar com Bitcoin e outras criptomoedas em 177 estabelecimentos comerciais, como Rappi e Jumbo, duas importantes empresas estabelecidas no país.
A inovação dos pagamentos digitais
A digitalização significou não apenas uma evolução nas transações e pagamentos, mas também uma ferramenta essencial para melhorar a competitividade e a eficiência das empresas. Através da tecnologia blockchain, as transações podem ser concluídas mais rapidamente e com taxas de comissão mais baixas em comparação aos métodos tradicionais, oferecendo maiores vantagens e conveniências para os usuários finais.
Devido ao potencial que os criptoativos oferecem, a economia colombiana tem caminhado tenazmente em direção a esta inovação.
A Colômbia está entre os primeiros países latino-americanos a adotar Bitcoin e criptomoedas, integrando esses ativos digitais até mesmo em seu sistema bancário.
Um relatório publicado pela Chainalysis no ano passado colocou a Colômbia entre as 20 principais economias em desenvolvimento com maior adoção de criptomoedas. O relatório destacou que entre 2022 e 2023, o país operou mais de US$ 26.000 bilhões em volume de negociação de criptomoedas.
Além disso, os dados da plataforma Coin ATM Radar mostram que a Colômbia é o segundo país da região com o maior número de caixas eletrônicos de criptoativos instalados, concentrados principalmente em sua capital, Bogotá.
Mais empresas aceitam pagamentos com Bitcoin e criptomoedas
No país sul-americano, quase 700 empresas adotaram Bitcoin e criptomoedas como opção entre seus métodos de pagamento. Esses estabelecimentos vão desde restaurantes e cafés, até hotéis, redes de supermercados, cabeleireiros, academias, joalherias, empresas de transporte e muito mais.
No site da DIAN você pode consultar os estabelecimentos comerciais que aceitam pagamentos com criptoativos na Colômbia, seja para melhorar a imagem de suas marcas e fazer com que os clientes as percebam de uma forma mais moderna, seja como uma estratégia de adoção antecipada da inovação e revolução que está ocorrendo. novas tecnologias estão causando no sistema atual.
A chegada dos ETFs Bitcoin ao mercado
Apesar da importância que o Bitcoin e as criptomoedas ganharam nos últimos anos, ainda não existe uma regulamentação estabelecida para regular o uso e a circulação de criptomoedas na Colômbia.
Segundo Portafolio, o presidente da Colômbia Fintech, Gabriel Santos, enfatizou a necessidade da Colômbia regular as criptomoedas e se adaptar à inovação dos pagamentos digitais.
Santos argumenta que a aprovação dos ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos deve servir para promover a criação de um marco legal para criptoativos no país.
Recentemente, soube-se que a Bolsa de Valores de Lima (Peru) autorizou a listagem de vários ETFs à vista de Bitcoin, para fornecer exposição transparente e regulamentada ao Bitcoin aos seus investidores. Diante disso, o presidente da Colômbia Fintech dito ao Portafolio que a importância das criptomoedas é indiscutível e que o mundo, incluindo a Colômbia, deveria avançar com regulamentações abrangentes que permitam a adoção em massa desses ativos.
No mês passado, o Ministro da Fazenda, Ricardo Bonilla, enfatizou a necessidade de regular as criptomoedas, durante seu discurso no fórum econômico mundial de Davos, na Suíça.
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