Depois de abrir as portas para o Bitcoin em março, o Brasil aprova um novo fundo de investimento negociado em bolsa (ETF) para criptomoedas, desta vez, para o Ethereum.
O regulador financeiro do Brasil, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), aprovou a criação do primeiro ETF Ethereum da América Latina, que será listado na bolsa de valores B3. Este instrumento financeiro será lançado juntamente com os dois primeiros ETFs de criptomoedas aprovado pelo regulador no mês de março.
A empresa que lançará o ETF, QR Asset Management, informou através de sua conta no Twitter que será a primeira a lançar um instrumento de investimento para Ethereum na Bolsa de Valores B3, a segunda bolsa mais antiga do país. Além disso, a QR Asset destacou que esta exchange estará agora na vanguarda da inovação financeira, sendo a primeira na América Latina a lançar um ETF para Ethereum (ETH), a segunda maior criptomoeda do setor em capitalização de mercado.
Brasil aprovou a criação de um ETF Bitcoin e um ETF composto por 5 criptomoedas em março. O primeiro foi liderado pela empresa QR Asset, que atualmente está lançando o ETF Ethereum. Naquela época, a QR Asset afirmou que a integração de um fundo negociado em bolsa de Bitcoin na bolsa B3 abriria as portas para a inovação e incentivaria os Estados Unidos a aceitarem a criação de um produto semelhante em seu território. O QBTC11 da QR Asset Ele saiu ao mercado de ações recentemente, em 28 de junho.
Por outro lado, o cripto ETF composto, listado sob o nome HASH11, foi lançado pela empresa Hashdex como um ETF que replica o Nasdaq Crypto Index (NCI), desenvolvido pelo segundo maior mercado de ações dos Estados Unidos, o Nasdaq e Hashdex.
Com esses lançamentos, o Brasil marca um marco na história econômica da América Latina. O país quer liderar a inovação financeira na região e promover a adoção de criptomoedas e ativos digitais através de instrumentos de investimento regulamentados e confiáveis.
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Brasil, América Latina e criptomoedas
O boom e a adoção que as criptomoedas estão experimentando na América Latina são impressionantes. Muitos dos países desta região começaram a promover regulamentações favoráveis que permitem o desenvolvimento de mercados criptográficos.
No Brasil, a demanda dos investidores por ativos criptográficos está levando as empresas de gestão de ativos a criar novos produtos financeiros que permitem aos investidores obter exposição às criptomoedas. Investidores e instituições financeiras e bancárias deram as boas-vindas aos primeiros ETFs de criptomoedas do país e da América Latina.
BTG Pactual Digital, Itaú e Genial foram algumas das instituições que apoiaram o lançamento dos ETFs de Bitcoin e criptomoedas, afirmando que esses instrumentos oferecem uma oportunidade única para os investidores ganharem exposição a vários dos maiores e mais valiosos ativos digitais do mundo, em de forma regulamentada, simples e segura.
Por outro lado, a demanda por esses ativos digitais também está levando reguladores e políticos brasileiros a demonstrarem maior simpatia pelas criptomoedas e a considerarem a implementação de uma regulamentação mais favorável ao desenvolvimento desta indústria.
Quando El Salvador anunciou a aprovação da Lei Bitcoin, Fábio Ostermann, deputado brasileiro, compartilhou uma foto com olhos de laser em sua conta no Twitter, para expressar seu total apoio à adoção da criptomoeda.
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