José-Oriol Bosch Par, presidente da Bolsa de Valores Mexicana, disse que está avaliando a possível integração de instrumentos financeiros relacionados a criptomoedas à Bolsa.
A Bolsa de Valores Mexicana (BMV) poderia listar criptomoedas entre seus produtos. Então é revelado seu presidente José-Oriol Bosch Par, durante uma conferência transmitida esta semana. Bosch disse que o mercado de ações mexicano está estudando a possível integração de instrumentos financeiros relacionados a criptomoedas. Especificamente, o presidente da Bolsa destacou que é possível listar futuros e alguns ETFs de criptomoedas, se as autoridades reguladoras do país permitirem.
Durante a conferência ministrada, a Bosch, reconhecida pela Bloomberg Línea como uma das pessoas mais influentes no setor bolsista, explicou sobre a tecnologia blockchain, ativos digitais e investimentos no espaço criptográfico, incluindo alguns conceitos básicos como blocos, o hash, o gasto duplo, entre outros.
Para o presidente da BMV, as criptomoedas fazem parte da evolução do dinheiro, por isso tem conversado com as autoridades reguladoras do México para analisar a possibilidade de listar instrumentos que permitam a exposição a esses ativos digitais. A Bosch reconheceu que os reguladores mexicanos mantêm uma postura bastante reservada e cautelosa sobre a questão, mas que, se aprovados, os novos instrumentos estarão disponíveis através do Mercado de Derivados (MexDer), uma subsidiária da Bolsa de Valores.
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Futuros de criptomoeda e ETFs no MexDer
Bosch garantiu que o interesse da Bolsa Mexicana em listar produtos e instrumentos relacionados a criptomoedas se deve à grande ascensão dos ativos digitais, tanto no país quanto no mundo. “Antes era impensável que um pedaço de plástico representasse dinheiro e hoje as transferências podem ser feitas eletronicamente. “Tudo isso faz parte da evolução natural que estamos vendo”Ele disse.
No México, segundo o executivo, há uma grande procura por esse tipo de produto. Portanto, é possível que a BMV siga o exemplo de outras bolsas de valores e mercados financeiros do mundo e comece a listar futuros de criptomoedas e ETFs, quando os reguladores permitirem. A BMV quer oferecer exposição à volatilidade e ao potencial de reavaliação das criptomoedas, para satisfazer a crescente procura dos seus investidores.
México e criptomoedas
Como explicamos no Bit2Me News, as criptomoedas continuam a ganhar popularidade e a se expandir em todo o mundo. E o México não escapa desta revolução.
Em junho deste ano, Ricardo Salinas, terceiro homem mais rico do país, informou sobre a possibilidade de oferecer acesso a Bitcoin e criptomoedas através do Banco Azteca. Embora o Secretário do Tesouro do México tenha se manifestado e reiterado que as criptomoedas não são legalizadas no país devido aos seus elevados riscos, Salinas destacou que está em processo de tornar o Banco Azteca o primeiro banco do país a oferecer serviços financeiros com Bitcoin e outros criptoativos.
O México também tem participado do mundo da NFT. Em meados de junho, o artista contemporâneo Juan Carlos Del Valle jogou a primeira obra de arte como NFT no país e na América Latina. A obra, chamada “Viva”, foi tokenizada na blockchain e leiloada na casa mexicana Morton, onde foi vendida por 90.000 mil pesos mexicanos; aproximadamente US$ 4.400.
América Latina
As criptomoedas tiveram um grande boom em outros países do continente americano. Em setembro, El Salvador se tornou oficialmente o primeiro país do mundo a dar ao Bitcoin sua moeda com curso legal, enquanto o Brasil é o primeiro a aprovar ETFs para Bitcoin e Ethereum na região. Cuba legalizou recentemente pagamentos e remessas com criptomoedas. Por outro lado, nações como Panamá, Paraguai e Uruguai analisam novas legislações para regular os criptoativos e promover a inovação financeira e tecnológica em seus territórios.
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