
O Bitcoin está fazendo história: Eric Balchunas revela que o IBIT da BlackRock já está competindo em volume com o ouro e a prata no ranking global de ETFs.
O Bitcoin, a criptomoeda com maior capitalização de mercado, consolidou oficialmente seu lugar no seleto grupo dos 11 ETFs com maior volume de negociação em todo o mundo, por meio do fundo IBIT da BlackRock.
Segundo dados divulgados por Eric Balchunas, analista sênior de ETFs da Bloomberg, essa mudança representa uma novidade absoluta: sete dos onze fundos mais negociados atualmente pertencem a commodities, colocando o Bitcoin no mesmo patamar competitivo que o ouro e a prata.
Compre Bitcoin na Bit2Me: clique aquiO IBIT da BlackRock compete com o ouro e a prata.
Foi no início de 2024 que os ETFs de Bitcoin à vista começaram sua jornada em Wall Street, mas foi o curso de 2025 e o início de 2026 que confirmaram sua maturidade definitiva.
"Incrível, sete dos 11 ETFs mais negociados são de commodities (ouro, prata, bitcoin). Isso é definitivamente uma novidade."Eric Balchunas comentou em uma publicação compartilhada de sua conta X.
Nesse cenário, o iShares Bitcoin Trust (IBIT) da BlackRock não só conseguiu entrar na lista, como registrou níveis de atividade sem precedentes, competindo diretamente com os lendários GLD (ouro) e SLV (prata).
O sucesso do IBIT não é por acaso. Desde o seu lançamento, ele se posicionou como o ETF de crescimento mais rápido na história dos mercados financeiros, superando marcos de captação de recursos que outros fundos levaram anos para alcançar.
Atualmente, o IBIT é o maior ETF de Bitcoin do mundo e se destaca como um dos instrumentos que administram o maior volume de ativos globalmente. A capacidade desse veículo de canalizar o interesse institucional permitiu que o Bitcoin deixasse de ser visto como um ativo periférico para se tornar um pilar do volume diário de negociação nas bolsas americanas.

fonte: Valor Sossó
Resiliência diante da incerteza do mercado
Este novo marco para o Bitcoin surge em um contexto de extrema complexidade. Nas últimas semanas, o mercado de criptomoedas vivenciou episódios de volatilidade que levaram a saídas ocasionais de capital desses instrumentos, impulsionadas pela incerteza macroeconômica e pelo rebalanceamento de portfólios. No entanto, apesar dessa saída, o volume de negociação — o indicador que mede o interesse real e a liquidez — permaneceu em níveis recordes.
Balchunas era enfático A respeito disso, durante uma troca de ideias nas redes sociais: "Eu entendo esse raciocínio, mas acredite, é um raciocínio válido. Você precisa de volume; o preço oscila, mas o volume é fundamental. O que você não quer é cair no esquecimento."
Essa resiliência demonstra que, independentemente da direção do preço no curto prazo, o Bitcoin encontrou um lugar permanente nas carteiras de grandes investidores. Embora o volume do ETF Gold Digital Equity (GLD) tenha atingido níveis impressionantes, subindo 50% acima de sua máxima histórica anterior, o Bitcoin (IBIT) conseguiu se manter no topo, comprovando que a narrativa do Bitcoin como "ouro digital" ressoou profundamente com a estrutura de Wall Street.
O Bitcoin fortalece sua posição como um ator fundamental nas finanças globais.
Dessa forma, a IBIT encerra um ciclo de ceticismo que começou há mais de uma década com a criação do Bitcoin. Sua popularidade tem sido excepcional, especialmente quando comparada aos ativos tradicionais que dominaram o comércio global por séculos.
Para Balchunas e outros especialistas de mercado, o fato de um ativo digital criado em 2009 agora rivalizar com o ouro e a prata em liquidez reflete uma mudança paradigmática na fidelidade dos investidores.
Este ponto na evolução do mercado é fruto do fortalecimento de um ecossistema cada vez mais profissional e regulamentado. O surgimento de ETFs lastreados em Bitcoin solidificou a confiança institucional e transformou sua imagem entre os principais investidores. Ele não é mais visto apenas como uma moeda digital ou uma inovação tecnológica, mas como um componente essencial do sistema financeiro moderno. Em outras palavras, o Bitcoin atingiu a maturidade de um ativo global e, com ela, uma legitimidade que poucos teriam imaginado em seus primórdios.
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