Bitcoin, Ethereum e WorldCoin: Não cometa esses erros na sua declaração de imposto de renda

Agência tributária mira investidores em criptomoedas na Declaração de Imposto de Renda de 2024: não seja muito confiante

La declaração de renda É uma das obrigações fiscais que mais stressa e preocupa todos os contribuintes, devido ao processo muitas vezes complicado e à necessidade de não cometer erros para não ficar sujeito a multas ou reclamações da Agência Tributária (AEAT). Neste sentido, é fundamental gerir corretamente a informação proveniente do Tesouro e mais ainda quando se trata das secções que abrangem a economia digital, como é o caso da transações de criptomoeda.

Para não falhar diante do Campanha do Imposto de Renda, que começa em 2 de abril e vai até 30 de junho, é importante ter em mente um conceito básico: somente são declaradas criptomoedas, como Bitcoin ou Ethereum, com as quais uma transação foi feita. operações de venda ou troca, independentemente de ter havido lucro ou prejuízo.

PREPARE SUA CARTEIRA

Para deixar ainda mais claro, se um contribuinte apenas comprou criptomoedas durante 2024, Ou seja, você apenas adquiriu BTC, mas não realizou nenhum tipo de operação com eles, o que no jargão cripto é conhecido como "holding", você não precisa declará-los. O Tesouro estipula que é obrigatório apenas declarar ativos digitais com os quais foram realizadas vendas ou transações de troca.

Como declarar corretamente?

Tendo em mente que a Agência Tributária se concentrará na economia digital, Quando as transações de criptomoedas forem examinadas de perto, é importante saber a maneira correta de refletir esses movimentos na sua renda.

Antes de tudo, lembre-se de que somente criptomoedas que foram vendidas ou trocadas no ano passado devem ser declaradas. Para tal, o Tesouro indica que devem ser incluídos: lucros ou perdas obtidos com moedas digitais na seção chamada «Ganhos e perdas de capital decorrentes de transferências de outros ativos», que é a seção dedicada às criptomoedas.

Outro elemento que deve ser considerado para não cometer erros na declaração de ativos digitais, é que embora a trocas de criptomoedas não envolveram conversão para euros ou outras moedas tradicionais, devem ser declaradas. O motivo é que a Agência Tributária vê essas transações como trocas que impactam ativos, tornando-as obrigatórias de serem declaradas.

Assim, se em algum momento do ano, o BTC for trocado por Ethereum, e apesar de esta operação não implicar a utilização de uma moeda tradicional como o euro, para efeitos fiscais é uma troca entre ativos que gera ganho ou perda de capital e, portanto, deve ser declarado.

Como detalhe, os especialistas explicam que nesses casos é preciso declarar a diferença entre o valor pelo qual a criptomoeda foi adquirida originalmente, por exemplo BTC, e o valor que eles tinham no momento da troca com Ethereum.

Operação contábil

Após determinar quais e quando as criptomoedas devem ser declaradas, a Agência Tributária estipula que operações com ativos digitais Devem ser contabilizadas pelo método FIFO (First In, First Out), que estabelece que as primeiras criptomoedas compradas são as primeiras a serem vendidas ou trocadas, ou o que é o mesmo, as primeiras a serem vendidas. valor inicial pelo qual as criptomoedas foram compradas será a base para o cálculo do ganho ou perda de capital.

Esse processo pressupõe que o lucro ou prejuízo será obtido subtraindo o valor pelo qual a criptomoeda foi vendida ou trocada do valor pelo qual ela foi adquirida inicialmente. Para fins ilustrativos, se o BTC foi comprado a um preço de 30.000 euros, mas no ano passado foi trocado por Ethereum quando o BTC valia 35.000 euros, esta troca de criptomoedas é vista como uma troca que gerou ganho de capital de 5.000 euros, por isso deve ser declarado. Ao contrário, se o resultado for negativo, obtém-se uma perda que poderá ser compensada por outros ganhos.

É oportuno reiterar que todos os transações com ativos digitais devem ser refletidos na seção denominada 'Ganhos e perdas de capital decorrentes de transferências de outros ativos'. Cada contribuinte deve ter uma registro preciso de todas as transações criptográficas que foi feito, detalhando a data e os preços de compra, venda ou troca.

O que fazer com a digitalização biométrica do WorldCoin?

Para a declaração de imposto de renda de 2024, outro ativo digital que entra em cena é o criptos obtidos com escaneamento de íris entre 2022 e 2024, graças à iniciativa do WorldCoin, um projeto de criptomoeda biométrica com reconhecimento de íris.

A possibilidade de Obtenha tokens acessando a varredura da íris foi explorado por muitas pessoas até março de 2024. A partir dessa data, a Worldcoin foi impedida de continuar a realizar a captura biométrica dos olhos, devido a uma medida cautelar emitida pela Agência Espanhola de Proteção de Dados, que em dezembro do ano passado conseguiu forçar o projeto a apagar todos os códigos de íris que tinha armazenados.

Apesar disto, cabe esclarecer que todos os contribuintes que ganharam criptomoedas Ao permitir seus exames de retina durante quase todo o primeiro trimestre de 2024, eles terão que declarar ao Tesouro, já que foi uma transação com ativos digitais que gerou ganho de capital, e que pode ter impacto tributário caso sejam vendidos posteriormente a um preço menor.

Este último é explicado em que se o tokens obtidos por escaneamento de retina em valor inferior ao original, a perda de capital só poderá ser compensada pela base de poupança – que opera com alíquotas menores – e não pelos impostos já pagos sobre a base geral.