O terceiro homem mais rico do México, Ricardo Salinas, afirmou que o Banco Azteca se prepara para ser o primeiro banco do México a incorporar serviços com Bitcoin. 

Ricardo Salinas, o terceiro homem mais rico do México, informou que o Banco Azteca será o primeiro banco do país a oferecer serviços financeiros com Bitcoin (de preço mínimo em). Em sua conta no Twitter, Salinas destacou que o banco estuda a possibilidade de integrar este criptomoeda para que em breve faça parte da sua oferta de serviços, oferecendo exposição aos seus clientes e usuários. 

Salinas afirma que o bitcoin é uma ótima opção e oportunidade para os investidores diversificarem suas carteiras de investimentos com um ativo com propriedades únicas e extraordinárias. Em muitas ocasiões, Salinas descreveu o Bitcoin como “o ouro do mundo moderno” e como uma criptomoeda com potencial para restaurar a nossa liberdade e proteger-nos contra a desvalorização monetária. dinheiro FIAT dos bancos, que não tem valor em algumas economias do mundo, como a Venezuela. Em seu Twitter, Salinas também destacou que a inflação das moedas fiduciárias é o que está roubando nosso poder de compra de forma furtiva, o que passa despercebido pela grande maioria, por isso chamou de “a morte silenciosa”. 

O Banco Azteca faz parte do conglomerado empresarial Grupo Salinas, fundado pelo empresário mexicano em 2001, que reporta receitas superiores a 9.000 mil milhões de dólares por ano. Por sua vez, Ricardo Salinas Pliego é considerado o terceiro homem mais rico do México, com uma riqueza total estimada em 13.300 mil milhões de dólares, dos quais 10% são investidos em bitcoin, como afirmou no ano passado. 

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Simplicidade, portabilidade e divisibilidade

Algumas das características do Bitcoin nas quais Salinas deu maior ênfase são simplicidade, portabilidade e divisibilidade. O empresário mexicano destaca que o Bitcoin é um ativo com propriedades melhores que o ouro, principalmente pela sua simplicidade e divisibilidade na hora de realizar pagamentos e transações ou no armazenamento de valor, além de sua alta portabilidade, ao contrário do ouro. 

Na verdade, num tweet recente, Salinas respondeu a Michael saylor, CEO da MicroStrategy e maior investidor institucional de Bitcoin com mais de 101.000 BTC em seus balanços, dizendo que é totalmente verdade dizer que Bitcoin é o “novo ouro”. Em sua mensagem, Salinas aproveitou a oportunidade para comparar o Bitcoin como um ativo muito mais portátil e fácil de transportar do que as “barras de ouro”. 

Saylor se referia a uma mensagem de Salinas onde o empresário afirmava que quem quiser preservar seu valor futuro para as gerações futuras deveria investir e HODL a criptomoeda. 

Apesar da queda de valor que o Bitcoin tem experimentado desde meados de maio, o interesse por esta criptomoeda continua a aumentar, especialmente na América Latina. 

Adoção do Bitcoin na América Latina

A aprovação da Lei Bitcoin de El Salvador despertou grande interesse pela criptomoeda entre a população latina. Representantes políticos do Panamá, Paraguai, México, Argentina e Brasil se manifestaram a favor da adoção e integração do bitcoin em seus sistemas financeiros. Gabriel Silva, representante do Panamá, está preparando um projeto de lei para o próximo mês que, se aprovado, permitirá ao país adotar o bitcoin para incentivar o investimento, o desenvolvimento tecnológico e o empreendedorismo. 

Por sua parte, o Carlos Rejala, representante do Paraguai, informou que no dia 14 de julho apresentará sua conta de bitcoin para que o país possa regular a criptomoeda e fazê-la funcionar como meio de pagamento. Além disso, Rejala informou que uma lei do bitcoin no Paraguai impulsionará a inovação e o desenvolvimento tecnológico no país sul-americano. 

Embora os reguladores de outras partes do mundo não concordem com a adoção do Bitcoin na região, vários países latino-americanos foram fortemente afetados pela crise acelerada pelo COVID-19, por isso procuram alternativas com as quais possam energizar e fazer emergem as suas economias. Nesse sentido, o Bitcoin é um ativo digital descentralizado com extraordinário potencial de reavaliação a longo prazo, razão pela qual se tornou um refúgio de valor para milhões de pessoas e empresas em todo o mundo. 

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