
O governo australiano deu um passo significativo rumo à transparência fiscal global ao publicar um projeto de lei para integrar a estrutura de reporte de criptoativos da OCDE. Essa medida permitirá a troca automática de informações entre fronteiras e estabelecerá um regime de reporte fiscal nacional para operadores do setor, com vigência a partir de 2028.
A iniciativa legislativa submete o texto legal à consulta pública até 28 de outubro, consolidando o compromisso que o país da Oceania assumiu inicialmente no final de 2023, juntamente com dezenas de economias desenvolvidas.
O Projeto de Lei Australiano e a Adoção da Estrutura CARF
O Tesouro australiano apresentou formalmente a proposta legislativa intitulada Projeto de Lei de Emenda às Leis do Tesouro de 2026: Relatórios de Informações Tributárias. Com esta iniciativa, A Austrália publicou um projeto de lei para adotar a estrutura de declaração de impostos sobre criptoativos da OCDE.Formalizar os procedimentos técnicos e jurídicos necessários para a sua implementação operacional. Esta norma multilateral, conhecida pela sigla CARF (Crypto-Asset Reporting Framework), visa colmatar as lacunas que tradicionalmente têm dificultado o rastreio fiscal entre diferentes jurisdições soberanas.
O projeto de lei permanecerá aberto para comentários e contribuições do setor até 28 de outubro. Esta fase de consulta visa avaliar o impacto sobre as bolsas de valores, os provedores de custódia e outros intermediários financeiros locais antes de submeter o projeto de lei ao Parlamento. A estrutura inclui não apenas a transmissão de dados para autoridades fiscais estrangeiras, mas também a implementação obrigatória de um sistema de reporte nacional aplicável a qualquer entidade que preste serviços a residentes fiscais australianos.
Cronograma e planejamento de implementação até 2028
O caminho regulatório da Austrália rumo ao padrão CARF começou a tomar forma explícita em novembro de 2023, quando as autoridades expressaram sua intenção política de adotar o protocolo internacional. Posteriormente, no final de 2024, o Tesouro iniciou uma fase inicial de análise para determinar como integrar essas diretrizes à estrutura legal nacional e como elas coexistiriam com os sistemas tributários existentes para ativos convencionais.
A confirmação final veio na atualização orçamentária conhecida como Perspectiva Econômica e Fiscal de Meio de Ano (MYEFO, na sigla em inglês) para o ciclo de 2025-26. Neste documento, o Poder Executivo estabeleceu formalmente os cronogramas planejados: embora as plataformas comecem a adaptar seus sistemas de conformidade gradualmente, as primeiras trocas automáticas de informações fiscais entre a Austrália e outros países terão início em 2028. Essa cadência dá ao ecossistema local margem suficiente para atualizar sua infraestrutura de governança digital e auditoria.
O papel da OCDE e a rede de 77 jurisdições
A Estrutura de Relatórios de Criptoativos foi formalmente aprovada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em agosto de 2022. A instituição internacional constatou que a rápida digitalização das finanças e a proliferação de carteiras digitais descentralizadas representavam um desafio estrutural para o Padrão Comum de Relatórios (CRS, na sigla em inglês) tradicional, originalmente concebido para contas bancárias tradicionais, mas insuficiente para operações em blockchain.
A Austrália faz parte de um bloco de 77 jurisdições em todo o mundo que endossaram formalmente este modelo global de reporte. A adesão a este grupo garante a reciprocidade: a Autoridade Tributária Australiana (ATO) poderá receber periodicamente balanços patrimoniais, transferências e conversões de residentes australianos que operam através de entidades estrangeiras, fornecendo simultaneamente os registos locais correspondentes aos reguladores dos países aliados signatários do tratado.
Sinergias regulatórias: lições do modelo europeu MiCA
A estratégia regulatória da Austrália reflete uma tendência sincronizada com outros grandes blocos econômicos que buscam segurança jurídica e supervisão estruturada. Na União Europeia, o Regulamento MiCA (Mercados de Criptoativos) estabeleceu estruturas prudenciais para a autorização, transparência e solvência de provedores de serviços — um ambiente no qual a Bit2Me opera como uma plataforma de criptomoedas autorizada pela CNMV na Espanha. Para entender como essas peças se encaixam globalmente, você pode consultar recursos especializados em [inserir aqui o recurso específico]. Bit2Me Academy, onde são explicadas as regulamentações financeiras de vanguarda.
Assim como a União Europeia está processando diretivas complementares sobre cooperação administrativa (como a DAC8) para coordenar a troca de informações fiscais, a Austrália está simultaneamente estruturando suas regulamentações sobre plataformas de câmbio, com a implementação de requisitos de custódia e licenciamento também planejada para os próximos anos. Os operadores serão obrigados a garantir que o armazenamento e a rastreabilidade dos saldos de seus usuários atendam a padrões totalmente auditados.
Impacto operacional nas corretoras de criptomoedas e nos usuários
Para plataformas e empresas de ativos virtuais que operam na Austrália, a implementação deste projeto de lei exigirá uma significativa reformulação tecnológica. As entidades precisarão implementar protocolos avançados de due diligence (Conheça Seu Cliente ou KYC), verificar anualmente a residência fiscal de cada cliente e padronizar a classificação dos tipos de transação, sejam elas conversões de moeda fiduciária para criptomoeda, negociações entre diferentes criptoativos ou transferências para carteiras externas não custodiadas.
Do ponto de vista dos usuários finais que buscam diversificar e construir seus portfólios, a consolidação desses esquemas simplifica, a médio prazo, a comprovação da origem dos recursos e a declaração de impostos. Em ecossistemas regulamentados, a existência de registros confiáveis e transparentes ajuda a mitigar disputas tributárias e reduz o risco de penalidades administrativas involuntárias por omissão na declaração de rendimentos de ativos estrangeiros.
Perguntas frequentes
O que é o quadro CARF da OCDE?
Trata-se de um padrão global desenvolvido pela OCDE para coletar e trocar automaticamente informações fiscais sobre transações e saldos em criptoativos entre as administrações tributárias de mais de 70 países participantes.
Quando a Austrália começará a trocar dados?
De acordo com o cronograma oficial do Tesouro australiano, as primeiras trocas automáticas transfronteiriças de dados fiscais deverão entrar em operação a partir de 2028.
Essa regulamentação afeta os usuários comuns?
Sim, as plataformas terão de reportar anualmente às autoridades a atividade e a identificação fiscal dos proprietários, o que exigirá que os utilizadores declarem com precisão as suas operações e bens nas suas declarações fiscais.
A aprovação da estrutura CARF na Austrália confirma uma tendência internacional imparável: a integração definitiva dos ativos digitais nos sistemas multilaterais de supervisão tributária. À medida que as principais economias adotam mecanismos de reporte padronizados, o setor ganha em maturidade institucional e segurança operacional.
Para usuários e investidores, esse novo cenário reforça a importância de operar por meio de plataformas confiáveis, comprometidas com os mais rigorosos padrões de conformidade regulatória e transparência.
O investimento em criptoativos não é totalmente regulamentado, pode não ser adequado para investidores de varejo devido à alta volatilidade e há risco de perder todos os valores investidos.
Foram utilizadas ferramentas generativas de inteligência artificial para criar este artigo.


