Stablecoins: Volume global desafia o capital de risco

Stablecoins: Volume global desafia o capital de risco (imagem gerada por IA)
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O volume de transações com stablecoins ultrapassou US$ 28 trilhões globalmente, impulsionado principalmente pela demanda real em mercados emergentes. No entanto, a atividade de startups e o financiamento de capital de risco permanecem fortemente concentrados nos Estados Unidos e na Europa, criando uma lacuna significativa no ecossistema cripto.

Enquanto as instituições financeiras tradicionais do Ocidente exploram a tokenização, milhões de usuários na América Latina e na África utilizam esses ativos digitais como ferramenta essencial em seu dia a dia. Por que o capital não acompanha as taxas de adoção?

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O contraste entre o uso real e o financiamento.

Durante o ano de 2025, O volume global de transações com stablecoins ultrapassou US$ 28 trilhões.Esse número supera o volume combinado de gigantes tradicionais de pagamentos como Visa e Mastercard. Apesar desse marco histórico, a distribuição geográfica dos criadores de projetos e do capital de risco conta uma história bem diferente. Das mais de 3.000 empresas focadas em criptomoedas e tecnologia financeira no mundo todo, aproximadamente 1.300 têm sede nos Estados Unidos.

Essa concentração na América do Norte e na Europa contrasta fortemente com a realidade do mercado. Regiões emergentes, incluindo América Latina, África Subsaariana, Sudeste Asiático e Oriente Médio, representam apenas 32% das empresas registradas, apesar de serem os principais impulsionadores do volume de uso diário. Nos mercados ocidentais, as stablecoins são cada vez mais percebidas como um produto institucional, onde grandes entidades exploram a liquidação corporativa sob estruturas regulatórias claras, como o Regulamento MiCA na Europa.

A América Latina e a África lideram a adoção.

A verdadeira tração desses ativos digitais reside nos países onde eles resolvem problemas financeiros imediatos. Na Nigéria, por exemplo, mais de 26 milhões de pessoas usam criptomoedas, representando mais de um em cada oito adultos no país. Desse grupo, 59% possuem USDT em suas carteiras, utilizando-o como um porto seguro contra a volatilidade da moeda local.

O cenário na América Latina é igualmente revelador. Na Argentina, as compras de stablecoins representam mais da metade de todas as transações em exchanges, impulsionadas por um contexto econômico complexo e controles cambiais que dificultam o acesso ao dólar tradicional. Enquanto isso, o Brasil registrou US$ 318.800 bilhões em entradas de criptomoedas até meados de 2025, com mais de 90% desse fluxo canalizado por meio de stablecoins. De acordo com dados macroeconômicos recentes, esses fluxos de ativos na América Latina já representam 7,7% do PIB da região. Se você quiser entender melhor como eles funcionam em um nível técnico, pode explorar o Bit2Me Academy Para aprofundar o conhecimento sobre sua tecnologia.

Da especulação à utilidade B2B

As narrativas ocidentais frequentemente enquadram as stablecoins como infraestrutura para casos de uso complexos, liquidação programável ou gestão de tesouraria corporativa. Nesses mercados, elas aprimoram os sistemas existentes. No entanto, nos mercados emergentes, elas são o produto final. Para milhões de usuários, representam a primeira forma confiável de armazenar valor digitalmente e realizar transações sem depender de intermediários que poderiam restringir o acesso repentinamente.

Além do uso no varejo, o setor empresarial está adotando essa tecnologia rapidamente. Os pagamentos B2B com stablecoins na América Latina cresceram de menos de US$ 100 milhões por mês no início de 2023 para mais de US$ 6.000 bilhões por mês em meados de 2025. Esse crescimento multiplicou o volume por 60 em apenas 30 meses, impulsionado pelo comércio internacional e não pela especulação. Construir um portfólio de stablecoins tornou-se uma estratégia operacional fundamental para muitas empresas que atuam internacionalmente.

O desafio para os criadores locais

Apesar da enorme demanda, os fundadores que constroem a infraestrutura para esses mercados geralmente estão localizados longe dos centros de capital de risco. As empresas que prosperam nessas regiões são tipicamente aquelas lideradas por equipes com um profundo conhecimento dos corredores financeiros locais. Operar com produtos de consumo de massa implica altos custos de conformidade e relações bancárias complexas, o que levou muitas plataformas a migrarem para soluções puramente B2B para se manterem viáveis.

O ecossistema cripto enfrenta o desafio de alinhar o financiamento do desenvolvimento com a utilidade no mundo real. Enquanto o capital permanecer concentrado em cidades onde a necessidade de stablecoins é marginal, oportunidades significativas para apoiar os desenvolvedores em Lagos, São Paulo ou Buenos Aires — que estão moldando o futuro da moeda digital — serão perdidas. Para operar esses ativos de forma transparente e em conformidade com as regulamentações, é vital usar uma plataforma de negociação transparente. Troca segura.

Perguntas frequentes

Por que as stablecoins são tão populares nos mercados emergentes?

Em países com alta inflação ou restrições cambiais, as stablecoins oferecem uma alternativa digital para preservar valor e realizar pagamentos internacionais rápidos. Elas funcionam como uma ferramenta financeira essencial para milhões de pessoas e empresas que buscam estabilidade diante da volatilidade local.

O que é o Regulamento MiCA e como ele afeta as stablecoins?

O MiCA é o quadro regulamentar da União Europeia concebido para governar os mercados de criptoativos. Estabelece requisitos rigorosos de transparência, auditoria e reservas para os emissores de stablecoins, garantindo que os utilizadores operem num ambiente com risco conhecido e gerido.

Como estão evoluindo os pagamentos B2B com criptomoedas?

Os pagamentos entre empresas (B2B) utilizando stablecoins têm experimentado um crescimento exponencial, especialmente na América Latina. Elas permitem liquidações internacionais mais rápidas e baratas em comparação com os sistemas bancários tradicionais, facilitando o comércio transfronteiriço sem os atritos habituais.

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A discrepância entre o mapa de volume das stablecoins e o mapa de seus criadores ressalta uma fase crucial de amadurecimento na indústria de criptomoedas. Enquanto o capital de risco tradicional continua investindo em infraestrutura institucional no Ocidente, a verdadeira revolução da adoção em massa já está acontecendo no Sul Global, impulsionada por necessidades econômicas reais e tangíveis.

À medida que regulamentações globais, como o framework MiCA na Europa, trazem maior clareza e confiança ao setor, é provável que vejamos um reequilíbrio gradual. Projetos que combinem com sucesso a conformidade regulatória com soluções personalizadas para mercados de alta demanda definirão a próxima década do ecossistema financeiro digital.

O investimento em criptoativos não é totalmente regulamentado, pode não ser adequado para investidores de varejo devido à alta volatilidade e há risco de perder todos os valores investidos.