
A mineração de Bitcoin ajudará a usina nuclear Susquehanna, localizada na Pensilvânia, a equilibrar a oferta e a demanda de energia.
O estado da Pensilvânia construiu sua primeira fazenda de mineração de Bitcoin que será movida a energia nuclear da usina Susquehanna, que gera 2,5 gigawatts (GW) de energia.
A fazenda de mineração de Bitcoin, administrada pelas empresas Talen Energy Corporation e TeraWulf, concluiu sua primeira fase, segundo o criador do canal Healthy Pockets, Hugo Botto.
Ambas as empresas produtoras de energia uniram forças em 2021 para criar uma nova empresa chamada Nautilus Cryptomine, responsável pelo desenvolvimento da planta de mineração de Bitcoin e da qual foram alocados entre 350 e 400 milhões de dólares para a construção da primeira fase destas novas instalações.
A abertura dessas instalações de mineração de criptografia fez dos Estados Unidos um dos primeiros países do mundo a extrair bitcoins usando energia nuclear.
Em sua primeira fase, a planta de mineração de Bitcoin da Pensilvânia tem capacidade operacional de 180 megawatts (MW). A expectativa é que quando as instalações estiverem totalmente concluídas, esta usina tenha capacidade operacional de 300 MW.
Além disso, com a fábrica de Susquehanna adjacente às instalações de criptomoeda da Lake Mariner Data localizadas no norte do estado de Nova York, Os Estados Unidos operarão pelo menos 2025 MW de capacidade energética até 800 para extrair bitcoins da rede livre de carbono.
A mineração de Bitcoin ajuda a estabilizar redes de energia
Bitcoin é considerado a chave para garantir um futuro energético abundante. Prova disso é o lançamento da primeira fazenda de mineração de Bitcoin movida a energia nuclear no estado da Pensilvânia e nos Estados Unidos.
A fazenda de mineração de criptografia permite que a empresa de produção de energia Talen Energy Corporation, que opera a usina nuclear de Susquehanna, alcance um ponto de equilíbrio entre a demanda e a produção de energia.
Além disso, como destacou o presidente da Talen Energy Corporation, Alex Hernández, por meio da energia nuclear, a empresa mostra o caminho para uma infraestrutura digital e um futuro com menos carbono.

O Nautilus Cryptomine é capaz de minerar novas criptomoedas sem emissões de carbono, observou Hernández. Por outro lado, o presidente da Talen Energy destacou que a crescente demanda por Bitcoin e criptomoedas em todo o mundo prioriza a necessidade de criar alternativas de energia limpa que permitam a extração de criptomoedas sem afetar o meio ambiente e que garantam uma fonte confiável. “O Nautilus Cryptomine pode fornecer uma reserva digital de valor segura, compatível e livre de carbono para ser mantida por investidores nas maiores instituições financeiras do mundo”, disse Hernández.
Além da Talen Energy nos Estados Unidos, outras empresas estão utilizando a mineração de Bitcoin como alternativa para equilibrar suas redes elétricas. É o caso da empresa Tokyo Electric Power, que está alocando seu excedente de energia para abastecer data centers distribuídos por todo o Japão para mineração de Bitcoin.
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