
A nova versão do Taproot Assets, da Lightning Labs, integra recursos e funcionalidades para otimizar a emissão de tokens na blockchain Bitcoin.
A Lightning Labs, empresa que desenvolve a solução de escalabilidade Lightning Network, acaba de lançar uma nova versão do Taproot Assets, seu protocolo para emissão, envio, recebimento e descoberta de ativos no blockchain mais capitalizado da indústria criptográfica.
Taproot Assets V0.2 foi lançado na terça-feira, 16 de abril, para fornecer aos desenvolvedores um novo conjunto de recursos e funcionalidades para facilitar e otimizar a emissão de tokens sem permissão em Bitcoin, transformando-o em uma rede multiativos.
A nova versão do protocolo está disponível na testnet e em breve chegará à rede principal, informaram seus desenvolvedores.
Taproot Assets V0.2 permite novos recursos para Bitcoin
A Lightning Network se tornou a solução líder de escalonamento de Bitcoin, permitindo aos usuários fazer transações BTC instantâneas com taxas de comissão muito baixas. Agora, com o protocolo Taproot Assets, a Lightning está se concentrando muito mais em Otimize as capacidades do Bitcoin, oferecendo a possibilidade de gerenciar a emissão de uma ampla gama de ativos e elevados volumes de transações com o mesmo nível de eficiência e baixo custo.
O recente lançamento do Taproot Assets V0.2 chega em um momento crucial para o blockchain, que nos últimos meses tem visto um crescimento significativo no interesse de desenvolvedores e usuários na cadeia para a emissão de novos tokens.
Os protocolos atuais para emissão de ativos na blockchain do Bitcoin gravam metadados diretamente no espaço do bloco de maneira ineficiente, observou o Lightning Labs, o que criou um forte congestionamento na rede e aumentou significativamente as taxas de comissão. Porém, a empresa oferece uma solução para esse problema com o Taproot Assets, que foi desenvolvido especialmente para operar ao máximo fora da cadeia, para evitar seu congestionamento.
“Em breve, os usuários poderão integrar seus ativos à Lightning Network para transações instantâneas, de alto volume e de baixo custo.”
Através do Taproot Assets V0.2, a empresa oferece suporte para as chamadas “transações Bitcoin parcialmente assinadas (PSBT)”, o padrão da comunidade que define como os desenvolvedores podem permitir que seus usuários criem, assinem e verifiquem facilmente transações de Bitcoin. O Lightning Labs estende esse suporte às transações puramente fora da cadeia da Taproot Assets, chamadas “transações Bitcoin parcialmente assinadas virtuais (vPSBT)”, que permitem o envio e recebimento eficiente de ativos fora da cadeia.
Além disso, na nova versão do protocolo Taproot Assets, o Lightning Labs também permite transações multiativos, com foco na economia de espaço em bloco. “Nesta versão, um número ilimitado de ativos pode ser cunhado e/ou movimentado em uma única transação on-chain”, afirmou a empresa.
Do Taro aos Ativos Taproot
O Lightning Labs lançou uma versão testnet inicial de seu protocolo para emissão de tokens em Bitcoin e na Lightning Network em setembro do ano passado.
Inicialmente, esse protocolo foi denominado taro, como esta mídia havia noticiado. No entanto, após uma ação movida pela Tari Labs contra a Lightning Labs por violação de marca registrada em dezembro, a empresa decidiu renomear seu protocolo, dando-lhe o nome de Taproot Assets Protocol.
Rumo à bitcoinização do dólar
Com o lançamento da nova versão do Taproot Assets, Lightning Labs avança em direção à bitcoinização do dólar. O objetivo da empresa blockchain é aumentar a escalabilidade e o desempenho da rede Bitcoin, para mitigar os problemas de congestionamento e bloqueio de transações on-chain, deixando espaço para a criação de aplicativos inovadores para usuários que incentivem a adoção em massa da rede e da criptomoeda. .
Por outro lado, o Lightning Labs também está promovendo o potencial da Lightning Network como um ecossistema blockchain multiativos, especialmente para a emissão de stablecoins, que facilitam as operações para usuários em mercados emergentes.
Continue lendo: Lightning Network reforça sua privacidade com a chegada do “Route Blinding”


