
Stani Kuleshov revela como a automatização da confiança e os baixos custos das finanças descentralizadas (DeFi) estão substituindo a infraestrutura bancária tradicional por um sistema financeiro global.
O setor financeiro vive um momento crucial, impulsionado pela expansão dos protocolos de ativos digitais. Há alguns anos, o surgimento constante de protocolos financeiros em blockchain parecia um mero experimento tecnológico, mas hoje se tornou uma estrutura robusta capaz de mobilizar bilhões de dólares em capital em escala global.
Esse fenômeno evolutivo vai muito além da criação de novas moedas digitais no ecossistema cripto. Ele representa, na verdade, uma mudança profunda na forma como o dinheiro circula, é emprestado e gerenciado dentro do sistema financeiro. Plataformas descentralizadas demonstraram que a programação por meio de código pode substituir muitos dos processos lentos e dispendiosos que caracterizaram o modelo bancário tradicional por décadas.
Para Stani Kuleshov, fundador da Aave, a chave para essa transformação reside na eficiência. O empréstimo em cadeia expõe... O poder do código para coordenar operações de forma automática e transparente.Ao eliminar intermediários e reduzir a burocracia, o software se torna a nova infraestrutura sobre a qual a dinâmica do crédito moderno é reescrita.
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A infraestrutura das finanças descentralizadas demonstra que a automação por meio de contratos inteligentes responde a uma demanda real do mercado. De acordo com o reflexões Segundo Stani Kuleshov, o fator transformador é o eliminação de camadas de gastos desnecessários que historicamente encareceram o crédito.
Enquanto o sistema bancário tradicional mantém salários de vendas, agências físicas e conciliações manuais, os protocolos digitais operam com custos mínimos. Essa estrutura permite que a liquidez flua imediatamente e expõe as ineficiências do sistema em tempo real, baseando sua competitividade na capacidade de reunir capital sem autorização prévia.
Segundo Kuleshov, a arquitetura das finanças descentralizadas demonstrou que é possível movimentar valor com uma precisão técnica que o sistema bancário convencional não consegue replicar. Ao eliminar a necessidade de processos manuais e reconciliações constantes, esses protocolos reduzem drasticamente os custos de execução.
Esta eficiência operacional Isso permite que os usuários acessem serviços de empréstimo com condições significativamente mais favoráveis, sem precisar arcar com a burocracia complexa das instituições tradicionais. O foco, portanto, muda da confiança nas marcas corporativas para a segurança oferecida pelo código, que opera de forma contínua e transparente para todos os participantes do mercado.
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Por outro lado, Kuleshov menciona que as economias que os usuários percebem ao usar plataformas de empréstimo digital não correspondem a subsídios temporários, mas a uma vantagem estrutural na gestão de capital. Enquanto as instituições financeiras centralizadas normalmente cobram taxas entre 7% e 12% devido aos seus altos custos de aquisição de clientes e manutenção operacional, os protocolos baseados em blockchain permitem o acesso à liquidez com taxas de juros próximas a 5% ao ano. De acordo com o fundador da Aave, essa diferença econômica decorre da capacidade dessas redes de reunir capital abertamente e definir preços de risco usando algoritmos em tempo real.
Nesse ambiente, a transparência é obrigatória e qualquer ineficiência é imediatamente exposta, forçando os participantes a competir para oferecer o melhor serviço possível.
Além disso, a inovação financeira se dissemina instantaneamente dentro desse ecossistema digital, uma vez que novos desenvolvimentos podem ser integrados às ferramentas existentes sem a necessidade de autorização dos departamentos de vendas ou jurídicos para cada etapa. Quando surgem ativos produtivos ou novas formas de garantia, o sistema os absorve organicamente, expandindo as opções de financiamento.
Em resumo, esse modelo operacional é fundamentalmente diferente do tradicional, pois converte custos fixos em custos variáveis e substitui o trabalho manual por processos automatizados. Dessa forma, a infraestrutura torna-se enxuta e capaz de escalar globalmente, atendendo usuários que antes eram excluídos pela rigidez dos modelos de crédito bancário.
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Segundo Kuleshov, o próximo passo na expansão desse modelo financeiro é incorporar direitos e obrigações legais do mundo físico por meio da tokenização.
A tecnologia blockchain já solucionou problemas complexos de liquidação e gestão de riscos ao trabalhar com ativos digitais dinâmicos, proporcionando experiência valiosa no tratamento de cenários exigentes. Ao combinar a segurança do blockchain com o valor de ativos tangíveis, cria-se um sistema capaz de absorver a atividade econômica real a um custo radicalmente menor. Essa transição permitirá que o crédito flua para onde é mais necessário, sem as barreiras geográficas ou administrativas que atualmente restringem a circulação de capital.
A maturidade de redes como Ethereum, Solana e Bitcoin está fornecendo os recursos programáveis e as reservas de energia econômica necessárias para sustentar essa nova infraestrutura. O objetivo final não é replicar as falhas das finanças tradicionais em uma tela, mas substituir seu mecanismo interno por um mais poderoso e econômico.
Segundo os argumentos de Kuleshov, A adoção em massa da tecnologia blockchain ocorrerá por necessidade econômica. Mais do que uma simples preferência tecnológica, quando se tornar inegavelmente mais barato operar de ponta a ponta em uma rede blockchain, empresas e consumidores migrarão naturalmente para esses protocolos para otimizar suas finanças pessoais e corporativas.
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Portanto, na visão de Kuleshov, a verdadeira utilidade do crédito é alcançada quando o capital deixa de ser escasso ou excessivamente caro devido a intermediários ineficientes.
Os sistemas atuais sofrem com processos de aprovação binários e modelos de risco desatualizados, penalizando os bons pagadores para cobrir perdas em outros setores. Em contrapartida, a automação de código permite uma avaliação mais precisa e o monitoramento contínuo das garantias, reduzindo as taxas de inadimplência e melhorando os retornos para quem fornece liquidez. Esse alinhamento de incentivos, segundo o especialista, é o que garante a sustentabilidade a longo prazo do sistema digital e sua capacidade de resistir a períodos de incerteza de mercado.
A criação de um mercado global integrado, onde o crédito circula na velocidade da internet, marca o fim de uma era industrial nas finanças. A abundância de capital, impulsionada pela redução das despesas operacionais, gerará um ambiente de maiores oportunidades, onde a inovação não será mais prejudicada pela falta de financiamento.
Ao final dessa transição, o usuário médio não precisará mais entender os detalhes técnicos do blockchain para se beneficiar de suas vantagens. Para Kuleshov, a tecnologia se tornará a base invisível e confiável da economia mundial, permitindo que a troca de valor seja tão simples e barata quanto enviar uma mensagem de texto.
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