
A Tether e a Bolsa de Valores de Nairóbi assinaram um memorando de entendimento para explorar a integração da infraestrutura blockchain e da tokenização de ativos. Este acordo visa avaliar o uso de ativos digitais como camada de liquidação no mercado financeiro do Quênia, representando um passo significativo na adoção institucional.
O acordo entre a Tether e a Bolsa de Valores de Nairobi
A recente assinatura de um memorando de entendimento entre a Tether e a Bolsa de Valores de Nairóbi representa um movimento estratégico na adoção institucional da tecnologia blockchain no continente africano. Este documento estabelece as bases para explorar a viabilidade de títulos tokenizados e o desenvolvimento de uma infraestrutura de mercado suportada por redes descentralizadas.
Nos últimos anos, a África se consolidou como uma região com alto potencial para a integração de criptomoedas, impulsionada pela necessidade de sistemas financeiros mais ágeis e acessíveis. A colaboração com uma instituição tradicional como a Bolsa de Valores de Nairóbi reforça o crescente interesse na modernização dos mercados de capitais por meio do uso de registros distribuídos, buscando maior transparência, rastreabilidade e eficiência nas transações financeiras diárias.
O papel da plataforma Hadron e da tokenização
Um dos pontos centrais do memorando é a avaliação da plataforma de tokenização Hadron, desenvolvida pela Tether. Essa ferramenta foi projetada para facilitar a emissão e a negociação de títulos tokenizados, um processo técnico que converte os direitos sobre um ativo físico ou financeiro em um token digital dentro de uma blockchain.
A tokenização de ativos do mundo real (RWA, na sigla em inglês) permite a propriedade fracionada, reduz drasticamente os tempos de liquidação e diminui as barreiras de entrada para diferentes perfis de usuários. Ao integrar esses tipos de soluções, os mercados tradicionais podem aspirar a operar continuamente, eliminando os atritos associados aos intermediários convencionais.
USDT como possível camada de liquidação
O documento também considera a possibilidade de usar USDT como camada de infraestrutura para a liquidação digital de transações, desde que as regulamentações quenianas o permitam. Nos mercados financeiros tradicionais, a liquidação de títulos pode levar vários dias úteis (o padrão T+2). A implementação de uma stablecoin poderia reduzir esse tempo para segundos, mitigando o risco de contraparte e otimizando o fluxo de capital.
Este acordo representa um importante passo em frente na convergência entre as finanças tradicionais e a tecnologia de ativos digitais nos mercados emergentes, abrindo novas oportunidades para a eficiência operacional e a inclusão financeira na região.
O investimento em criptoativos não é totalmente regulamentado, pode não ser adequado para investidores de varejo devido à alta volatilidade e há risco de perder todos os valores investidos.


