A Fundação IOTA anunciou o lançamento da testnet Pollen como mais um passo na consolidação da IOTA 2.0, um caminho que levará a rede da Internet das Coisas (IoT) a uma verdadeira descentralização e escalabilidade. 

A equipe de desenvolvedores do Fundação IOTA vem realizando pesquisas e análises árduas há vários anos com o objetivo de construir um livro-razão distribuído (DLT) verdadeiramente descentralizado, escalável e gratuito, que cumpre as promessas iniciais feitas pela Fundação. Em primeiro lugar, o testnet Pólen Permitirá à equipe desenvolver um banco de pesquisas, enquanto a comunidade interessada e demais participantes poderão testar a veracidade dos conceitos oferecidos pela nova atualização IOTA 2.0.

Da mesma forma, a Fundação também destacou que o Pollen é a primeira das 3 fases que contemplam a atualização do IOTA para IOTA 2.0, além de apresentar uma melhoria significativa do código-fonte em relação à versão lançada anteriormente, o Alfabeto v0.1.3. Neste sentido, a nova testnet reúne uma série de funcionalidades completas para o lançamento do IOTA 2.0, tornando-se uma rede verdadeiramente funcional, onde a existência de um coordenador (coordenador) torna-se desnecessário.  

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Recursos do novo testnet

Conforme especificado na publicação IOTA, o testnet integra uma série de atualizações que permitirão aos desenvolvedores e usuários testar novas funcionalidades para a rede. Por exemplo, a integração de um novo protocolo de consenso que eliminará a necessidade de coordenadores na rede IOTA no futuro. Da mesma forma, a equipe relata que os usuários da rede poderão fazer ou receber transações de valor por meio de torneira automatizado ou carteiras, além de enviar ou receber tokens ou usar tokens IOTA para representar outros tipos de ativos do mundo real, como ações, títulos, imóveis, entre outros. 

Por outro lado, graças à implementação de grafana, os operadores de nós terão a capacidade de monitorar e avaliar diversas métricas usando o painel deste software. Da mesma forma, a equipe observa que a criação de aplicativos descentralizados (dApps) na rede Pollen será gratuito, graças a uma nova capacidade que inclui a rede de teste para os ecossistemas IOTA. 

Protocolo de consenso FPC de pólen

O atual sistema IOTA integra a figura de um nó coordenador que é gerido pela Fundação IOTA, e que é responsável por evitar a execução de ataques e erros dentro da rede graças à validação das transações confirmadas. Através desta figura coordenador, os nós interligados à rede IOTA só podem validar as transações previamente emitidas pelo nó coordenador; aqueles que não o fazem devem ser rejeitados. 

Assim, em 2019 a IOTA incorporou um simulador baseado no protocolo de consenso probabilístico rápido (Consenso Probabilístico Rápido), também conhecida como protocolo FPC-BI pela sua sigla em inglês, que foi desenvolvida na Universidade Cornell, nos Estados Unidos, pelo Dr.William Buchanan e o Dr.Sergei Popov. A introdução deste protocolo de consenso foi realizada com o objetivo de testar como os nós se comportam sob determinados tipos de condições. Durante os testes com o simulador, os nós tiveram uma visão parcial e uma visão completa da rede em etapas, além de outras condições como aleatoriedade e estratégias adversárias, para que os desenvolvedores pudessem avaliar seu comportamento nos diferentes cenários impostos. 

Agora, a testnet Pollen implementa este protocolo de consenso para garantir uma nova forma de consenso que lhe permita funcionar sem a necessidade de um coordenador no futuro. Embora os desenvolvedores da IOTA afirmem que a remoção do coordenador ocorrerá quando a rede amadurecer, não há dúvida de que este é um grande passo para a consolidação da rede. 

Metas IOTA 2.0

Em primeiro lugar, deve ser mencionado que IOTA é uma rede DLT descentralizada e de código aberto focada em Internet das coisas (IoT), que usa um livro-razão chamado Livro razão emaranhado, que permite administrar tudo o que esteja conectado à Internet, inclusive realizar transações de forma simultânea, escalável e praticamente sem custo. 

Agora, com o IOTA 2.0 pretende-se eliminar a figura do coordenador para dar à rede um carácter verdadeiramente descentralizado, lembrando que o nó coordenador é gerido pela Fundação IOTA e esta, por sua vez, controla as transações que irão validar o resto do nós; portanto, é centralizado. Assim, a equipa espera implementar através do Pollen, as ideias centrais de desenvolvimento que conduzam a rede IOTA ao verdadeiro caminho da descentralização, para uma rede completamente segura, descentralizada e escalável.

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