Entre 40 e 70 milhões de pessoas usam carteiras de criptomoedas todo mês: você já tem uma?

Entre 40 e 70 milhões de pessoas usam carteiras de criptomoedas todo mês: você já tem uma?

Um relatório recente da a16z revela que cerca de 70 milhões de pessoas usam carteiras de criptomoedas todo mês e que stablecoins e blockchains públicos estão transformando as finanças globais.

De acordo com o relatório "Estado das Criptomoedas 2025: Stablecoins, adoção institucional e IA" Publicado por Andreessen Horowitz (a16z), entre 40 e 70 milhões de pessoas usam carteiras de criptomoedas ativamente todos os meses. Esses dados refletem uma mudança fundamental no mundo das criptomoedas, já que o que antes era visto como uma tecnologia emergente ou uma ferramenta exclusiva para especuladores agora se consolida como parte essencial da infraestrutura financeira global.

O estudo, de autoria de Daren Matsuoka, Robert Hackett, Jeremy Zhang, Stephanie Zinn e Eddy Lazzarin, oferece um panorama abrangente do atual ecossistema de criptomoedas. Abrange desde a ascensão das stablecoins até a crescente participação institucional, levando também em consideração os avanços na infraestrutura de blockchain. 

No geral, este relatório descreve um setor que ultrapassou seu estágio experimental e está se posicionando como uma alternativa séria aos sistemas financeiros tradicionais.

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Carteiras de criptomoedas estão se tornando mais difundidas em mercados emergentes e desenvolvidos.

O uso de carteiras criptográficas tem crescido de forma constante nos últimos anos. A A16z estima que cerca de 70 milhões de pessoas as utilizam mensalmente para fazer transações, armazenar ativos digitais ou interagir com aplicativos descentralizadosEsse crescimento foi impulsionado pela expansão da infraestrutura de blockchain, pela redução dos custos de transação e pela melhoria da experiência do usuário.

Em países como afro-argentina, India, Nigéria y ColômbiaNa Argentina, o uso de carteiras de criptomoedas disparou. No caso da Argentina, o relatório destaca um aumento de 16 vezes no uso de carteiras móveis nos últimos três anos, em meio a uma crise monetária que enfraqueceu a confiança na moeda fiduciária do país. Nesses mercados, as criptomoedas oferecem um caminho para dólares digitais, pagamentos internacionais e poupança sem intermediários.

Por outro lado, em economias mais desenvolvidas, como Australia y Coréia do Sul, o uso de carteiras digitais está mais ligado a trading e pela especulação simbólicaA16z observa que o tráfego da web relacionado a tokens vem em grande parte desses países, sugerindo uma diferença nos padrões de uso entre as regiões. Em outras palavras, enquanto em alguns lugares as carteiras são ferramentas para inclusão financeira, em outros funcionam como plataformas de investimento.

El denunciar Também revela que Existem 716 milhões de pessoas que possuem criptomoedas, embora nem todos realizem transações ativas. Essa lacuna entre a posse passiva e o uso ativo pode representar uma oportunidade para desenvolvedores e empresas do setor, que poderiam converter esses detentores em usuários recorrentes por meio de produtos mais acessíveis e úteis.

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Stablecoins ultrapassam Visa em volume de transações

Outro dado mais marcante do relatório publicado pela a16z é o volume de transações processadas com stablecoins. Nos últimos doze meses, essas moedas digitais lastreadas em dólar Eles movimentaram 46 bilhões de dólares, um valor que supera em muito o volume da Visa e se aproxima do sistema ACH, que conecta todo o sistema bancário dos EUA. Ajustado para eliminar atividades artificiais, como bots, o volume ainda é impressionante, próximo a US$ 9 trilhões, mais de cinco vezes o do PayPal.

De acordo com o relatório, ao contrário da crença popular, esse enorme volume de negociação de stablecoins não está vinculado a negociações especulativas. Em vez disso, a A16z destaca que o uso de stablecoins tem sido amplamente independente do volume de negociação nos mercados de criptomoedas, indicando uma adoção mais funcional desses ativos. As stablecoins se tornaram uma forma rápida, barata e global de enviar dinheiro. Por exemplo, em setembro, US$ 1,25 trilhão em transações ajustadas foram processadas, marcando um novo recorde mensal.

O fornecimento total de stablecoins também atingiu um recorde histórico, ultrapassando US$ 300.000 bilhões. Tether e USDC dominam o mercado, respondendo por 87% do valor total, enquanto Ethereum e Tron são as principais redes usadas para essas transações, embora novas blockchains e emissores estejam ganhando espaço.

Além disso, as stablecoins estão tendo um impacto macroeconômico. Mais de 1% de todos os dólares americanos agora existem como stablecoins em blockchains públicas. Essas moedas digitais se tornaram o décimo sétimo maior detentor de títulos do Tesouro dos EUA., com mais de US$ 150.000 bilhões em reservas. O relatório destaca que, em um contexto em que os bancos centrais estrangeiros estão reduzindo sua exposição à dívida dos EUA, as stablecoins estão fortalecendo a demanda por ativos denominados em dólar.

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Blockchains públicos processam mais transações que Stripe e Nasdaq

Em seu relatório, a a16z também destaca a rápida evolução da infraestrutura de blockchain. Em 2020, as redes públicas mal conseguiam processar 25 transações por segundo, enquanto hoje ultrapassam 3.400 transações por segundo, um número comparável à capacidade da Stripe em dias de alto tráfego ou ao volume de transações concluídas na Nasdaq. Segundo a empresa, essa melhoria foi possível graças a avanços em escalabilidade, redução de custos e novas arquiteturas de rede.

Por exemplo, Solana, que se destaca como uma blockchain de alta escalabilidade, consolidou-se como uma das redes mais eficientes do setor, com aplicações gerando US$ 3.000 bilhões em receita no ano passado. O Ethereum, por sua vez, migrou grande parte de sua atividade econômica para soluções de segunda camada (Camada 2) como Arbitrum, Base e Optimism. Essas L2s reduziram os custos de transação de US$ 24 em 2021 para menos de um centavo em 2025.

Além disso, pontes entre correntes também melhoraram. Protocolos como o LayerZero permitem que ativos sejam movidos entre diferentes blockchains, enquanto a Hyperliquid, que domina o mercado de derivativos de criptomoedas, processou US$ 74.000 bilhões em volume por meio de sua ponte canônica.

Por fim, o relatório salienta que a Privacidade está retornando ao centro do debate sobre o ecossistema de criptomoedas. O a16z menciona o crescimento do Zcash, Railgun e novas iniciativas como a stablecoin privada USAD, desenvolvida pela Paxos e Aleo. Até mesmo o governo dos EUA suspendeu as sanções ao Tornado Cash, sugerindo uma nova era de inovação em privacidade financeira.

Solana, Ethereum e mais: acesse a infraestrutura financeira digital

O mundo das criptomoedas já faz parte do sistema financeiro global.

O relatório da a16z conclui que a indústria de criptomoedas já ultrapassou sua fase adolescente. Com mais de US$ 4 trilhões em capitalização de mercado, adoção institucional acelerada e uma infraestrutura pronta para escalar, o ecossistema está pronto para se integrar totalmente ao sistema financeiro global.

Empresas de primeira linha, como JPMorgan, Mastercard, Fidelity e PayPal já incorporaram produtos baseados em criptomoedas às suas ofertas aos clientes. Até o momento, mais de US$ 175.000 bilhões foram investidos em produtos financeiros vinculados a Bitcoin e Ethereum, refletindo a crescente confiança nesses ativos digitais. Ao mesmo tempo, as stablecoins estão ganhando espaço como uma alternativa eficiente e acessível para pagamentos, impulsionando a democratização do acesso ao dólar digital.

Em termos de regulamentação, jurisdições como os Estados Unidos e a Europa tomaram medidas importantes para fortalecer o ecossistema. Com a aprovação de leis como a Lei GENIUS e pela Lei MiCA, respectivamente, o arcabouço jurídico para ativos digitais tornou-se mais claro e robusto. O escritório enfatiza que essa clareza jurídica não apenas aumenta a confiança de desenvolvedores e empreendedores, mas também permite que novos produtos entrem no mercado com maior segurança jurídica, consolidando o ambiente para inovação e crescimento sustentável.

Nesse contexto, as carteiras de criptomoedas não são apenas uma ferramenta para especialistas, mas uma porta de entrada para o novo sistema financeiro digital. Com cerca de 70 milhões de pessoas já utilizando-as todos os meses, fica claro que essas soluções estão transformando a forma como o dinheiro é administrado, facilitando transações, poupanças e acesso a produtos financeiros sem as barreiras dos bancos tradicionais.